Agora é definitvo

Devido a uma coisa chamada oportunidade, esse escriba está mudando de endereço.

http://joaoaquila.com esse é o endereço

clique aí vai!

Escrito por João Áquila às 03h17
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Feliz 2008

Esse escriba deseja a todos um 2008 cheio de Deus, assim, cheio de Paz, Amor, e Alegria!

Escrito por João Áquila às 10h02
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Fuso horário

 

Duas da madruga e um amigo, pelo MSN, me diz: “cara, não consigo dormir cedo! Pelo visto você também não!” ao que respondi: “muito pelo contrário! Na verdade eu acabei de acordar!”. “Como assim?”, indagou-me. “é que eu durmo cedo, bem cedo.

 

Está treinando para morar na Ásia? Pergunta você. Não! Respondo eu. Se analisarem bem, a noite está sendo mais valorizada pelos habitantes desse país. É só olhar as mudanças dos horários bancários e comerciais. Principalmente bancário. Antes os bancos abriam às 8 da manhã, hoje tem banco que só abre as 10.

 

Esse escriba sempre achou a madrugada o melhor horário para estudar e trabalhar. Afinal, a avenida não está movimentada, o telefone não toca, não sou incomodado por ninguém - exceto pelos roncos dos meus irmãos.

 

Antes, eu estudava de madrugada e dormia pela manhã. Mas, ser interrompido de hora em hora pelo telefone de casa, ser acordado regularmente pelos meus irmãos e a necessidade de estagiar pela manhã, me obrigaram a criar uma alternativa que não atrapalhasse meu desempenho escolar. Assim, passei a dormir mais cedo. Por voltas das seis da tarde. Isso é claro, quando não tem culto. Aí, só depois das nove, mas à meia noite já estou aceso.

 

Esse escriba acredita que em um futuro próximo o matutino será utilizado para o descanso. Enquanto isso, nas madrugadas, o dia só estará começando para mim.

 

Clique AQUI e leia esse texto também no Recanto das Letras

Escrito por João Áquila às 04h51
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Cérebro reduz visão para...

Charge: João Áquila 

 

 

 

Li hoje na BBC Brasil a matéria por título: “Cérebro reduz visão para ‘ouvir melhor’, diz estudo”. O estudo testou 20 maestros e 20 pessoas sem formação musical e revelou que ambos os grupos direcionam atividade do cérebro para fora das áreas associadas à visão durante atividades auditivas.

 

O que a matéria não revelou, e eu revelo em primeira mão, é que não é só para ouvir melhor que os cérebros das pessoas reduzem a visão.

 

O político, por exemplo, seu cérebro reduz a visão para aguçar o tato. Ele não enxerga os problemas do povo, para sentir melhor as tartaruguinhas e oncinhas que passam por suas mãos.

 

A justiça, diz que é cega para pesar a justa medida a todos. Mas, na verdade, é cega para cheirar melhor as verdinhas que lhes compram a balança.

 

O povo, o povão brasileiro, mas especificamente. Esse é cego para aprimorar seu ego, isso mesmo! O ego. “Somos democráticos, não somos preconceituosos, votamos com clareza e liberdade”, egocentrisa. E óbvio, não enxerga o caos que está criando ao votar em sanguessugas e mensaleiros.

 

Os músicos, sem a visão, compõem belas obras de artes musicais. Os políticos, sem visão, cifram suas gordas contas bancárias. O judiciário, sem visão, detona mesmo é na dança do gelo. E o povo, há o povo! Único na natureza que é cego por que quer e por que forçado a ser, canta em tom maior uma única canção: Há só uma tapinha não dói!

Publicado também no Domínio Cultural e Recanto das Letras.

Escrito por João Áquila às 13h16
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Em uma cela no Equador

 

- Olá! Sou advogado e vim te representar perante o juiz.

 

- E aí manu! AU! Tudo em cima? AUAU!

 

- Tranqüilo! Conte-me o que realmente aconteceu. Pode se abrir, falar a verdade.

 

- O negócio é o seguinte manu. AU! Um Zé Mané cruzou minha frente e ficou me caçoando. AUAU

 

- Aí você foi pra cima dele e mordeu?

 

- Não! AU! Ele ficou xingando minha mãe de cadela. AUAU! Aí fui pra cima dele. AU! Só que ele correu. AUAU! E eu atrás dele, manu! AUAU!

 

- Mas, só porque ele chamou sua mãe de cadela você foi pra cima dele? Sua mão não é uma cadela?

 

- AUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAUAU!

 

- Calma, calma, calma!

 

- Ta tirando manu? AUAU

 

- Calma! Aí você o alcançou e mordeu?

 

- Não! AU! Ele caiu. AU! Bem feito! AUAU! Eu chamo a mãe dele de puta por acaso? AUAUA!

 

- Certo! Você já confessou a agressão não é mesmo?

 

- Claro manu! AU! Eu não sou que nem uns humanos que aprontam e dizem que não fizeram nada. AUAU!

 

- ta difícil, pra mostrar serviço, a polícia daqui prende até formiga. Mas, caso seja solto, o que pretende fazer?

 

- Ir pro Brasil manu. AU! Lá eu devo ter uma vida de cão. AUAU!

 

Baseado em fatos reais. Clique AQUI

 

Leiam essa crônica também no Recanto das Letras. É só clicar AQUI

 

Leiam meu Web-jornal-laboratório. É só clicar AQUI

 

Ouçam meu Podcast. É só clicar AQUI

Escrito por João Áquila às 11h43
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O esquema tático do Romário

 

 

 

Professor, qual será o esquema tático?

 

Será o 10-1! Hehehe

 

Como?

 

Você é burro Mané? O esquema é vocês e eu!

 

E quando agente pegar na bola...?

 

O peixe Interrompe

 

Vocês pegam a bola, dominam, me procuram, e tocam pra mim. Simples assim!

 

Hã? Vamos jogam pra ti?

 

Que é isso cabeça de bagre! Vocês vão jogar pro Vasco, eu sou o Vasco! Entendeu?

 

E as substituições?

 

Não se preocupem! Vai sair quem tem que sair e entrar quem tem entrar.

 

Hã!

 

Vai ser show! Pela primeira vez na história desse país um jogo com tanta qualidade...

 

Interrompido por um dos comandados

 

Pêra aí, o senhor é treinador e não o presidente, ô!

 

 

(Olá Pessoal! Aos poucos estarei mudando de casa, aliás, minha nova casa já está mobiliada, e lá já durmo. Cliquem AQUI e visitem. Ainda estou Com o WJL.)

Escrito por João Áquila às 12h40
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O mundo é dos “peixes”

Quando você pensa que os peixes, em fim, servem apenas para pratos deliciosos, o inesperado inimaginável acontece.

 

Não, não estou falando de um bacalhau qualquer que mostrou sua cabeça. Muito menos de algum tubarão faminto ter atacado novamente. Aliás, aqui em Aracaju os tubarões estão cada vez mais próximos. Banhistas e surfistas: tomem cuidado.

 

Não amigos de desdita. Não é nenhum desses fatos que nos deixa de bocas abertas. É a mais nova do Eurico Miranda. Romário, o peixe de todos, agora será técnico de futebol. Técnico não, interino, como frisou Eurico.

 

Sei, sei vocês vão dizer: isso é normal, um jogador se tornar técnico. Sim! Só que depois que o mesmo pendura as chuteiras.

 

A torcida vascaína espera, em fim, que a mais nova solução faça o clube cruzmaltino voltar a ganhar. Quem sabe? Afinal, ele é o peixe!

 

Ele, que tantas vezes pendurou as chuteiras, mas não conseguia abandonar os gramados; e depois de ter feito o milésimo gol com mais de quarenta não conseguia condições físicas para jogo, terá a oportunidade de largar as chuteiras, mas não o futebol.

 

Fico aqui pensando. Sim! Eu faço isso.  Não será essa uma estratégia do Eurico para mandar o peixe parar?

 

Acesse AQUI o meu WJL

Escrito por João Áquila às 03h13
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Meu podcast

Aí pessoal, tomei coragem e criei um vlog, ou seja, um podcast.

Acessem aí e me digam se tenho jeito pra coisa.

abraços!

Acesse podcast do jota áquila AQUI

Escrito por João Áquila às 17h54
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Chapeuzinho Vermelho – minha versão dramática


Os seus longos cabelos desobedeceram à lei da gravidade. Em menos de um segundo, o que era pra estar embaixo, subiu. Fazendo inveja a qualquer marmanjo de plantão.

O queixo, esse sim, passou a obedecer obcecadamente à lei da gravidade.

As mãos tremiam mais que motor Toyota 88 em ponto morto.

A pele mudava de cor tal qual luz de boate. Em tons pálidos. É claro!

Foi vendo essa terrível transformação de Chapeuzinho Vermelho, que o lobo desistiu da sobremesa, passou mal e vomitou a vovozinha ainda viva.

E antes que chapeuzinho Vermelho tivesse outra aloprada reação saiu correndo a todo vapor.

Moral da história: se espantar com o horror pode espantá-lo. ACORDA BRASIL!



(Esse texto foi escrito na oficina literária de Ester Mambrine no 12º ENSECOM 2007. A idéia era produzir um texto narrativo partindo de outra história, que no caso foi Chapeuzinho Vermelho. Entre várias possibilidades como: B.O policial, texto jornalístico, entre outros, coube-me narrar no formato dramático. O nome da técnica é: tons narrativos.)

 

Leiam tb AQUI

leiam ainda meu WJL, acessem AQUI


Escrito por João Áquila às 00h36
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Tratado prático do Fabrico de Galipões utilizando Gradaós escolhidos

 

Com um caderno na mão, Mané da Silva anota palavras que lê e ouve. Na mente, uma firme decisão: ser dicionarista a qualquer preço. Um detalhe, não conseguia.

Certo dia, num por do sol no lago de Galipões a sua mente se abriu. “Eureca!” berrou erguendo as mãos para cima.

Estava a observar um pescador, que custava pegar peixes. Era anzol pra lá e pra cá e nada! Enquanto o pescador era infeliz em sua missão uma garça na primeira tentativa conseguia.

“Como conseguem?”, indagou em seus pensamentos

Duas horas depois constatou: o pescador atirava seu anzol pra qualquer lado. A imponente garça escolhia suas presas, certo peixe conhecido de Gradaós.

Mané da Silva continuou com seu caderno catalogando palavras, mas, agora, só palavras que desconhecia.

Cinco anos depois revolucionou o mercado editorial brasileiro com o dicionário: O Mané e os Gradaós da Garça.




(Esse texto foi escrito na oficina literária de Ester Mambrine no 12º ENSECOM 2007. A idéia era produzir um texto narrativo partindo desse título, que pra variar ninguém sabia o significado. O nome da técnica é: jogo de palavras raras. Detalhe não podia procurar no dicionário.)

 

Leiam tb AQUI

Leiam ainda meu WJL, acessem AQUI

 


 

Escrito por João Áquila às 00h32
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O futebol Brasileiro é mesmo superior

 
 


Pela primeira vez assistir um péssimo jogo do Brasil e gostei! É isso mesmo que você leu! Gostei do que vi. Do que vi não, do que pude perceber.

Depois do jogo, ouvir pelo rádio as reclamações dos comentaristas, cronistas, jornalistas, esportistas, entre outros istas. Todos insatisfeitos com atuação meia boca da Seleção Canarinho.

Na base do toquinho pra lá, toquinho pra cá, sem sair do meio campo, a seleção que mais parecia bêbedo andando na via Dutra não saiu do lugar.

Mas do que você gostou? Pergunta você. De duas coisas, respondo eu.

Primeiro, um futebol parecido com o meu, horrível! Segundo, a autoridade da Seleção frente o adversário. Sim, autoridade.

A Colômbia, mandando ver nos chutes a gols, fazendo do Júlio Cezar principal elemento da partida. O Brasil, satisfeito com o resultado de zero a zero, só fez o basicão pra mantê-lo.

E isso eu gostei. O poder da Seleção do Dunga de jogar nada e conquistar o resultado desejado.

Agora, os caras podiam ter mais respeito com o povo brasileiro. Ouvir olé da torcida colombiana logo no primeiro minuto e não fazer nada pra calá-los. É humilhante! É pior que ouvir: “Renan Calheiro é o senador do povo!”. Vocês leitores não acham?
 
(E aí! Gostaram da minha primeira caricatura?)

Leiam, também, esse texto no Recanto das Letras
 
 
 

Escrito por João Áquila às 09h41
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Filosofias de banheiro

"Lá fora você pode ser o valentão, mas qui dentro você é um cagão! Cagão!"

Alguém duvida disso?

 

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Escrito por João Áquila às 02h52
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Crônicas de um repórter sem pauta

 

- O que o senhor tem pra mim hoje?

Pergunta esperançoso o repórter. Encontrar boas histórias não é uma tarefa muito fácil.

- Bem, vejamos. Uma mulher que caiu da escada... Um cara que apanhou do Ricardão... Uma garota que se esqueceu de tomar a pílula, e só.

Responde friamente o recepcionista.

- Mas só isso?

O repórter indaga chateado.

- Como só isso?

Retruca o recepcionista.

- Não tem nenhuma tentativa de homicídio, suicídio, envenenamento, acidente?

Tenta negociar.

- Não, o dia foi tranqüilo.

- Que “lsifdoiw”! Vou ter que ir pro Legislativo de novo!

Sai chateado.
 
 
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Escrito por João Áquila às 02h01
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Relato de quem sofre de disafinite aguda

 

Não é só do meu horrível futebol que tenho inspiração para escrever. Aliás, se esse inerme escriba dependesse do canto para sobreviver, tava pior que o brasileiro do final da fila do INSS. Sim, sem grana, sem prestígio e, provavelmente, sem amigos.

Graças a Deus – para alegria das massas -, descobrir cedo que não tinha vocação para a canção.

Certa vez, tentando aprender tocar teclado, fui obrigado a ouvir e cantar de acordo com a nota do piano. Depois de dezenas de tentativas meu professor me deu uma possante palavra de encorajamento: “Você quer mesmo aprender tocar?!”

A partir daí, resolvi não solar em público.

O problema é que tenho uma voz bem grave e de dicção razoável. Aí, o pessoal da igreja, principalmente os jovens, resolveram pegar no pé para cantar no grupo. “Precisamos da sua voz no grupo!”, justificou a regente. Como não tenho talentos para levar tomates, demorei dois anos para aceitar. E só aceitei graças a insistência do pessoal.

E nesse domingo, mostrei pela primeira vez minha capacidade de fazer surdos tampar os ouvidos. Fugir do compasso da música e desafinei em todos os tons meus companheiros de banco.

Ainda bem, que foi em grupo, aí dá pra ajeitar. Claro, fazendo os bons cantores, cantar mais alto do que eu.

Bom, para compensar os ouvidos das minhas inabilidades vocálicas, estou pensando em cantar para os políticos em Brasília. Quem sabe eles não se comovem com tanto horror musical e somem da vida pública brasileira? Quem sabe?

 
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Escrito por João Áquila às 03h02
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Palmeiras e Grêmio: A luta não acaba

 

 

Que a raça gaúcha e a tática paulista fazem ferver os ânimos ninguém duvida. Coisa, quando os táticos paulistas vão pra raça, e os raçudos gaúchos se esmeram na tática. Expulsões são certas, se o árbitro for bom, é claro.

 

No futebol, sempre há um vencedor, mas quando Palmeiras e Grêmio se enfrentam, mesmo vencendo, eles reclamam.

 

O perdedor reclama do cai-cai adversário e da complacência da arbitragem. O ganhador reclama da força excessiva adversária e da impunidade da autoridade.

 

Coisa, quando os dois times têm como estrelas jogadores do Chile, Argentina, Uruguai. A temperatura já alta ferve.

 

E a prova que o futebol mudou, é ouvir zagueiro brasileiro reclamar do cai-cai de Valdívia, e atacante chileno reclamar da perseguição de Sandro Goiano. Será que na política as coisas podem mudar?

 

Independente de quem ganha (ainda bem que hoje quem ganhou foi o verdão), o clima quente não esfria ao apita final. Só começa. Os jornalistas, cronistas, e mais istas agradecem.

 

 

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Leia também um mini conto do golaço controverso AQUI

 

 

Escrito por João Áquila às 22h36
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O primeiro gol

 
 
 
Após meu primeiro drible e o aprimoramento da técnica de roubos de bolas – o que me fez subir da categoria horrivelmente ruim, para o animado grupo dos ruins – o gol era a única façanha não realizada por esse escriba. Digo, gol a meu favor, por que os contras já eram incontáveis.

Nesse período, passei de zagueiro para faz tudo. Afinal, ganhei alta-estima, essa, desenvolvidas nos gabinetes políticos e exercidas nos horários eleitorais. Passei a arriscar de todos os lados.

Como o drible ainda era coisa de jogador bom, desenvolvi uma técnica - copiado pelo Kaká - de pegar a bola e correr atrás dela. Como sou alto e de velocidade invejável, é o que eles me dizem, passei a estar mais próximo do gol. Isso é claro, quando a quadra não ficava pequena demais pra mim.

Certa vez fiquei na cara do gol, o goleiro saiu, e eu, ainda não sei como o fiz, apliquei-lhe o maravilho drible da vaca. Agora, era eu e o golaço que consagraria minha vida futebolística. Na hora, chutei a bola muito próxima do gol, do gol da outra quadra. Foi horrível. Até o Renan sentiu vergonha.

Mas, como dizem: quem insiste consegue, o tão sonhado gol saiu. E de forma extra-corriqueira. O goleiro adversário, um tal de Robson, resolveu sair da sua área com a bola dominada, e com instinto adquirido dos Palácios de Brasília, sair a marcá-lo e com a façanha aprimorada pelo ACM, tirei-lha a bola ficando a uns três metros do gol.

O que me veio à síndrome dos gols perdidos, que tanto ataca o Wagner Love. A pressão aumentava a cada 2 segundos ao ouvir das arquibancadas: “chuta pro gol!”. Enquanto isso, meu opositor, covardemente resolve puxar minha camisa por trás.

“Pede pênalti!”, gritou um colega de jogo. Nesse instante, olhei pra trás e vi nos olhos do adversário a aflição sentida por Collor ao ser expulso da presidência do Brasil. “Eu não posso levar gol desse cara!”, chorava ele.

Nessa hora de consagração, resolvi nem sofrer pênalti e nem chutar a bola, resolvi humilhar, afinal de contas, essas oportunidades não são corriqueiras.

“Como?”, pergunta você. Entrando com bola e tudo. Gol!

A partir daí aprendi fazer gols, exceto claro, quando o goleiro teima em ser bom. Estou até pensando em contratar um jornalista pra fazer a contagem dos meus gols, e assim, ir à busca do milésimo.

Escrito por João Áquila às 01h42
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O primeiro drible agente não esquece

 

 

Os senhores já estão brasileiros de saber de minhas inabilidades futebolísticas. Mas, analisando o passado, o presente e fazendo uma prospecção para o futuro, eu posso lhes garantir com autoridade concedida por Renan Calheiros, que meu futebol a cada dia está menos ruim.

 

E isso, com certeza foi, graças a um acontecimento inédito pelas bandas de Wanderley, oeste baiano. Se não fosse esse feito há uns seis anos atrás, com certeza já teria abandonado o futebol que tanto enche os olhos alheios de lágrimas.

 

Mas, aconteceu!

 

Era uma tarde, onde eu e os colegas do colégio aproveitava – como todo bom economista do senado - as horas vagas ofertadas pelos nossos queridos professores. Lá, eu no time dos fracos, claro, se esforçando ao máximo para que o time fizesse pelo menos um gol, e não perdêssemos de zero. Perder de goleado já de lascar, e de zero...

 

Quando não, não mais que de repente, estou a dois passos do gol. Na minha frente um zagueiro que agora esqueci o nome, ele deve ter rezado muito pra que isso acontece, fiz duas coisas que esse humilde escriba não sabe descrever. O que sei dizer é que deixei o infeliz procurando a bola entre as pernas.

 

Nas arquibancadas, sim, lá tinha isso, o pessoal gritava enlouquecidamente um grito vindo direto da justiça quando descobriram que uma vaca valia milhões: Ôôôôôôôôôpaaaaaaaaaaaaaaa!

 

Minha mente fervia, em meu subconsciente e expressões faciais me perguntava: como fiz isso? Ao mesmo tempo em que adrenalina subia uma dúvida me fazia entrar em choque. Sim, eu fiz um drible espetacular, mas, continuava sendo um perna de pau.

 

O que fazer com a bola agora? Minhas pernas começavam a tremer, minha massa encefálica fazia questão de me desdenhar em nada me informar, para nessa hora de consagração futebolística fazer o gol, afinal, agora só sou eu e o gol.

 

“Faz o gol!”, ordenava alguém das arquibancadas. Tarde demais, o infeliz driblado depois de um        bom tempo conseguiu achar a bola.  E aí fiquei só no drible mesmo.

 

Escrito por João Áquila às 18h13
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Tô de volta!

Já estava tudo certo.

 

Eu não iria mais postar aqui, por que todas as postagens que faço aqui já vêm do Recanto das Letras.

 

Mas aí, vi todo mundo de blog, e eu só com um jornalístico, pensei, é eu melhor voltar.

Escrito por João Áquila às 18h04
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Agora só no Recanto das Letras

 

 

Só publicarei meus textos no Recanto das Letras

 

Por isso é só clicar aqui e irá dierto para minha página.

 

Vamos, to esperando!

Escrito por João Áquila às 08h58
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Eu quero escrever...

 


Todo mundo ta brasileiro de saber que pra escrever basta uma idéia na cabeça e um lápis na mão. Como diz o Paulo Neruda “Escrever é fácil, você começa com a letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias”.

É fascinante um texto terminado. Ver as idéias materializadas na tela do PC ou no papel. É indescritível olhar para tela e saber que tem muito a escrever.

O problema é quando nos faltam as idéias. Agora por exemplo. Estou numa ânsia danada para escrever. Escrever o que? Não sei. E quando me faltam idéias eu tenho um recurso infalível. Escrever sobre a falta de idéias.

O problema vai se complicando a cada texto com essa temática. Já são seis de minha autoria.

Na sala de computadores da faculdade fico olhando pra longe da realidade. O problema é quando tem pessoas perto da minha realidade e não as percebo. Agora por exemplo, me dei conta que tem duas calouras na minha frente achando que estou paquerando-as.

Em fim, aqui estou escrevendo mais uma pérola do fundo do rio São Francisco. E antes que seja processado por assédio sexual, ponto final.

Escrito por João Áquila às 15h29
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Estou ficando velho


“Chuta Marcelo! Áquila trava o chute e impede o gol dos Novatos! Áquila sai da grande área e avança ao meio campo driblando quem aparece na frente! Colocou na frente, já está na entrada da grande área adversária, driblou o zagueiro central vai chutar pro gol, defende o goleirão e manda pra escanteio!”, há uns sete anos atrás era assim que narravam um jogo meu.

Não que eu seja um bom jogador, muito pelo contrário. Mas, de vez enquando dá uns lampejos de craque e pérolas como essas acontecem.

Mesmo sendo considerado um jogador ruim pra baixo, tinha como qualidade - e isso ninguém duvidava ser uma qualidade - ser veloz. Muito, mas muito veloz.

E olha que eu jogava em campo batido por gado, um terreno tão plano como as Cordilheiras dos Andes, sem falar no poeirão. O tempo passou, mudei de cidade e passei a jogar em quadras.

As quadras, bem menor que o campo em que jogava. Terreno plano, com proteção nas laterais – ninguém gosta de buscar bola do outro lado da rua -, tudo certo para um velocista como eu se dá bem. E no início deu. Mas o tempo passou.

Hoje, na quadra, tenho que jogar pro time. A única coisa boa, é que aprendi chutar pro gol a longa distância. Mas, dá uma saudade de sair correndo deixando os adversários pra trás! Isso dá!

Escrito por João Áquila às 10h51
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É ruim ser ruím

 

Pego a bola, me concentro, e mando ver! Metade do pé chuta a bola, a outra chuta o chão, e a bola vai a lugares inimagináveis, pra variar,  menos ao gol.

Antes de você ficar aí rolando de rir da minha inabilidade futebolística, vou logo avisando que as vezes sou até artilheiro do time. Aqui no condomínio está instituído: dez minutos ou dois gols. Aí faço um gol, o problema é que o adversário faz dois, caímos fora, voltamos, faço o gol, e o adversário volta a fazer dois, e novamente, pra variar, caímos fora. Antes, ainda, de você esculhambar meus colegas de infortúnio, vou logo dizendo: sempre sou o pivor dos gols adversários.

No gol sou até difícil de levar, o problema é quando vem por baixo, os frangos são ineviltável. Assim, fica difícil alguém do condomínio me chamar, ao não ser que falte gente, aí eles bringam por mim, claro, em não me ter.

Se ruindade matasse estava morto como a maioria dos deputados. Mas, como sou positivo, sempre busco tirar proveito da minha ruindade, eis o resultado. Esse texto. É ruim ser ruím!

Escrito por João Áquila às 08h30
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Fui fotógrafo semi profissional por um dia

 

 

“Você não clicou rápido demais não?”, indagou o Reitor da Universidade Tiradentes Jouberto Uchôa de Mendonça posando para a foto com o cantor Antônio Carlos Du Aracaju. O meu rápido silêncio à pergunta lhe indicou nervosismo, ele só não imaginava que aquele momento quebrava um paradigma pessoal.

 

Nunca imaginei preferir uma ultrapassada máquina analógica ante uma digital. Logo eu, sempre defensor do desenvolvimento tecnológico! Defensor do “aposentamento” das técnicas ultrapassadas, essas, servindo apenas de referência e memória. Agora, torcendo para que uma Kodak, de preferência com filme, caia do céu, deixando a moderna e cativante digital de escanteio cumprindo minha pauta fotográfica com uma, uma...

 

Se você for um editor de jornal logo irá me repreender. “Repórter tem que andar preparado!”, exclamaria torcendo meu pescoço. Sim, concordo. Ainda mais em um evento de comemoração dos 45 anos da UNIT.

 

Saí de casa na noite do dia 23 com um bloco de notas, três canetas nas cores azul, preta e vermelha, um gravador digital e uma baita ânsia de fazer uma reportagem em um grande evento.

 

Já no Teatro Tiradentes, encontro a coordenadora do curso de comunicação social da UNIT. Com uma possante câmera digital, perguntou: “quer tirar algumas fotos?”. “Sim, sim!”, respondi contente.

 

Era foto pra cá, foto pra lá. Apagava as borradas, as mal posadas e as desnecessárias. Tinha como foco principal os homenageados, entre eles Anselmo Góis, Ester Mambrine, o Reitor.

 

Estava no meio dos principais fotógrafos da cidade concorrendo com eles o melhor ângulo. Ao final, corri com eles - mais como paparazzo do que como foto-jornalista – para fotografar Anselmo Góis, a estrela da noite. Jornalistas, radialistas, tele-jornalistas, professores, alunos e até o Reitor entraram na fila para uma concorrida foto com o jornalista de O Globo.

 

Aí, meu amigo Antônio Carlos resolveu posar com o Reitor. “Pois sim!”, respondi animado. Tudo pronto, e nada. Mexo aqui, mexo acolá e nada. O Reitor voltou a indagar: “você não clicou rápido demais não meu filho?”, não Magnífico, a pilha acabou.

Escrito por João Áquila às 16h10
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Explicações do por que o árbitro não anular o gol de mão


“Como é que pode!”, gritei ao ver que o árbitro não anulou o segundo gol do Bahia contra o fluminense no dia 25/04.

“Que arbitragem fraca!”, conclui, sem acreditar no lance. O jogador claramente colocou a mão na bola e pior acenou como se tivesse feito de cabeça. Como pode o arbitro não anular isso? Nem vem pra cá dizer que ele não viu, por que na imagem ele tava de frente pro lance.

Tentando me controlar, resolvi sair do estado de multidão para público, assim, comecei a analisar os motivos que o fez validar um gol tão ilegal quanto um assalto à mão armada.

“Ele deve ser adepto do Maquiavelismo, onde os fins justificam os meios”, arrazoei. Mas, “peraí”! Esse pensamento cabe mais ao Saci, jogador que fez o gol de mão, não ao árbitro. Que fins ele teria para validar esse gol? Bom, como não quero provocar mais uma CPI, por conseguinte mais uma pizza, é melhor procurar buscar outro referencial teórico.

“Será que ele fã da complexidade de Morin?”, imaginei. “Impossível”, concluí, os árbitros preferem pensar na simplicidade. Nada de complexidade em um jogo de oitavas de finais da Copa do Brasil.

“Como não pensei nisso?”, perguntei-me ao ver a repetição do gol e da comemoração. “Ele é da corrente ‘Filosofia Mitológica Nordestina’!”, concluí. “Saci só tem uma perna, entra em desvantagem”, deduzir, perdoando o árbitro.

Escrito por João Áquila às 18h24
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Comunidade condena ladrão de dinheiro público

 

 

Foi julgado ontem, 1º de abril, o ex-deputado Federal Falácio Embuste. O hediondo de 55 anos foi preso em flagrante no mês passado pela Polícia Federal com R$ 300 mil reais. Falácio Embuste vai pegar quinze anos de cadeia.

 

O julgamento ocorreu na sede do Movimento Justiça Brasil (MJB) em Brasília. O MJB substituiu há um ano a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) por demência mental. O meliante fazia parte do maior partido político do Brasil, o Partido dos Descompromissados (PDD).

 

Segundo o Promotor Dr. Sociedade Unida, responsável pela acusação, o réu desviou os trezentos mil reais em três etapas: Primeira, superfaturamento na compra do jegue policial, o preço de mercado desse avançado veículo é de R$ 50 mil reais. Nas notas o tapeador apresentou como R$ 125 mil reais, sem contar que o veículo já era de terceira mão. Segunda, uma pequena gorjeta forçada e não declarada recebida de uma barraca de sanduíches da Câmara Federal, segundo o dossiê Falácio recebeu durante três meses R$ 30 mil reais, dinheiro esse que ia para os cofres da Câmara. Somando dão R$ 90 mil reais. Terceira e maior calote, o golpista cobrava propina de empresários para aprovar projetos a favor dos mesmos. Nessa etapa o ex-deputado faturou R$ 135 mil reais.

 

Todo o dinheiro apreendido foi entregue a justiça federal que amanhã decidirá o destino do mesmo.

 

Os advogados do réu já entraram com uma ação judicial no Ministério da Burocracia, alegando inconstitucionalidade na penalidade. Até o fechamento desta edição o Ministro não tinha tomado sua decisão.

Escrito por João Áquila às 00h44
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José Nordestino: um homem de bem

 

 

 

 

Seu José Nordestino viveu seus 48 anos achando que para ser um homem de bem nunca devesse se meter com política. Sempre em época de eleição no horário político, enquanto o candidato tentava vender seu peixe, seu José ouvia seu pai, já falecido, dizer em seu pensamento: “todo político é ladrão”.

 

Nada o fazia se embrenhar nesse mundo de poder. Por sempre ser honesto, criativo em suas decisões e ações e de uma bondade imensurável, seu José sempre recebeu convites para subir ao poder de sua cidade.

 

Mas, aliado ao que ele assiste na Televisão temia entrar no poder e se corromper, via nas novelas os personagens honestos que entravam e tinham como resultado a corrupção ou a morte. E como resposta seu José sempre dizia: não.

 

Certo dia, seu José resolveu ler livros do assunto, e percebeu que não eram todos que se corrompiam, e nem todos que não se corrompiam morriam. Apesar das dificuldades de leitura causada por anos e anos distantes das idéias prensadas, seu José terminou a leitura. E, enfim decidiu, vou me candidatar, mas não a político, e sim a fiscal de político.

 

Tudo bem que seu José não se candidatou e mudou o rumo de nossos impostos. Mas, como todo cidadão de bem seu José pelo menos fiscaliza aqueles que um dia, através do voto, ele colocou no poder.

Escrito por João Áquila às 19h12
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Primeira marcha

 

O

lho para carteira aliviado. Estou com o dinheiro certo, para pôr gasolina no carro de meu pai, um Uno Mille, ELX Eletrônico, mil novecentos e noventa e cinco. Não sei o tempo exato em que fiquei dirigindo, sei que foi longo. Era a primeira vez que sairia sozinho com o carro. Previamente instruído, ligo o automóvel e analiso o quadro. Temperatura do motor, ok; freio de mão, acionado; gasolina, uns quinze litros.

 

Saindo da garagem, não tenho problemas, a garagem é larga, e bem devagarzinho, conquisto a rua. Na minha frente, a liberdade, já que meu pai está viajando, minha mãe dormindo e as pessoas não sabiam que eu até então não dirigia. Primeira marcha, no compasso do coração, acelero um pouco, tiro o pé esquerdo da embreagem e também no compasso do coração o carro vai saindo, um vai e vem da aceleração motora me faz suar frio. Arrisco acelerar um pouco, mas, controlando o carro e nela, a primeira marcha, vou descobrindo o prazer de dirigir.

 

Avisto um quebra-mola e pareço ouvir meu pai dizendo: “antes do quebra-mola, diminua, não freie ao passá-lo...” eu estava muito devagar, não tinha como diminuir, o carro de injeção eletrônica mal regulado apagaria. Passo tranquilamente o dito cujo.

 

Entro em uma rua sem calçamento, por ser menos movimentado, avisto um jegue, aprendo ali que: eu, um automóvel e um animal, combinação nada legal, depois conto, os motivos. Ainda atravessando o animal, o filho de uma égua relincha forte, me assustando, me fazendo apagar o carro, controlada a raiva e o susto, continuo meu caminho.

 

Lembro que ainda estou na primeira marcha, mas, e daí. Devagarzinho, perco o medo inicial. Meus pés não são mais controlados pelo coração, pelo menos o direito, pé do acelerador e do freio.

 

Arrisco ir para a avenida principal da cidade, agora, a adrenalina toma conta, não me faz mais forte e sim, medroso, muita gente na rua, mania das pessoas na cidade pequena em dividir espaço com os carros, como estou devagar, e quase sem acelerar, não se torna um problema, controlo na raça o troço que dirijo.  Ainda receoso, tiro uma das mãos, para acenar para uns conhecidos, que me olham sorridentes, mas, que lá no fundo me dizem: “otário”.

 

Sinto-me mais ousado, começo a andar um pouco mais rápido, porém, não troco a marcha, às vezes o motor pede, mas, logo dou um jeito de o não precisar. Continuo a me ousar, passo em frente à delegacia, o policial, graças a Deus, desconhecendo a situação, me adverte apenas para usar o cinto, mas, ignoro, como todos por aqui.

 

Olhando no quadro do veículo, percebo que estou sem gasolina, lembram quando comecei a aventura? E esse veículo é bem econômico. E fico pálido, por gastar tanto combustível assim num passeio pela cidade. Volto para casa, e na porta da garagem estou, pronto para voltar às ruas e abastecer o veículo. Estou com uma dúvida, o que fazer depois de abastecê-lo. Se, volto para casa ou se passeio mais um pouquinho?. Bom, decido depois. Pronto pra sair, observo minha mãe na porta de casa, cabelos arrepiados, boca aberta, cor amarelada e corpo tremulo perguntando o que fiz. Vocês acham que eu disse? É ruim!

 

Escrito por João Áquila às 09h20
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Uma conversa em um dia de chuva

- Avelino por que a rua está enchendo?

 

- Você não sabe Clotildes?

 

- Sabe do que véi chato?

 

- Lembra daquela panela que você jogou fora?

 

- Lembro! Foi a primeira de nosso casamento!

 

- Você lembra daquele sofá verde?

 

- Lembro! Pressente de seu pai pro nosso casamento!

 

- Lembra daquela cadeira de plástico branca que quebrou?

 

- Lembro! Você comprou pra jogar baralho e quebrou com seu peso!

 

- Lembra daquela geladeira...?

 

- Nem me lembra daquela produtora de choques Avelino! Mais afinal, que isso tem a ver com a enchente!

 

- É que jogamos no bueiro, e o bueiro está nos presenteando de volta com lacres de vermes, laço de dengue, embrulhado com papel de doenças.

 

- Estamos ferrados!!!

 

 

Como eu sei que meus queridos leitores não são preguiçosos, peço, quase implorando, que entre em minha página no Recantro das Letras, lá, além dessas crônicas, estão também meus iniciais cordeis e meus favoritos acrósticos. Não custa nada, é só clicar aqui, clica vai!

 

Escrito por João Áquila às 11h16
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