Palmeiras e Grêmio: A luta não acaba

 

 

Que a raça gaúcha e a tática paulista fazem ferver os ânimos ninguém duvida. Coisa, quando os táticos paulistas vão pra raça, e os raçudos gaúchos se esmeram na tática. Expulsões são certas, se o árbitro for bom, é claro.

 

No futebol, sempre há um vencedor, mas quando Palmeiras e Grêmio se enfrentam, mesmo vencendo, eles reclamam.

 

O perdedor reclama do cai-cai adversário e da complacência da arbitragem. O ganhador reclama da força excessiva adversária e da impunidade da autoridade.

 

Coisa, quando os dois times têm como estrelas jogadores do Chile, Argentina, Uruguai. A temperatura já alta ferve.

 

E a prova que o futebol mudou, é ouvir zagueiro brasileiro reclamar do cai-cai de Valdívia, e atacante chileno reclamar da perseguição de Sandro Goiano. Será que na política as coisas podem mudar?

 

Independente de quem ganha (ainda bem que hoje quem ganhou foi o verdão), o clima quente não esfria ao apita final. Só começa. Os jornalistas, cronistas, e mais istas agradecem.

 

 

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Escrito por João Áquila às 22h36
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O primeiro gol

 
 
 
Após meu primeiro drible e o aprimoramento da técnica de roubos de bolas – o que me fez subir da categoria horrivelmente ruim, para o animado grupo dos ruins – o gol era a única façanha não realizada por esse escriba. Digo, gol a meu favor, por que os contras já eram incontáveis.

Nesse período, passei de zagueiro para faz tudo. Afinal, ganhei alta-estima, essa, desenvolvidas nos gabinetes políticos e exercidas nos horários eleitorais. Passei a arriscar de todos os lados.

Como o drible ainda era coisa de jogador bom, desenvolvi uma técnica - copiado pelo Kaká - de pegar a bola e correr atrás dela. Como sou alto e de velocidade invejável, é o que eles me dizem, passei a estar mais próximo do gol. Isso é claro, quando a quadra não ficava pequena demais pra mim.

Certa vez fiquei na cara do gol, o goleiro saiu, e eu, ainda não sei como o fiz, apliquei-lhe o maravilho drible da vaca. Agora, era eu e o golaço que consagraria minha vida futebolística. Na hora, chutei a bola muito próxima do gol, do gol da outra quadra. Foi horrível. Até o Renan sentiu vergonha.

Mas, como dizem: quem insiste consegue, o tão sonhado gol saiu. E de forma extra-corriqueira. O goleiro adversário, um tal de Robson, resolveu sair da sua área com a bola dominada, e com instinto adquirido dos Palácios de Brasília, sair a marcá-lo e com a façanha aprimorada pelo ACM, tirei-lha a bola ficando a uns três metros do gol.

O que me veio à síndrome dos gols perdidos, que tanto ataca o Wagner Love. A pressão aumentava a cada 2 segundos ao ouvir das arquibancadas: “chuta pro gol!”. Enquanto isso, meu opositor, covardemente resolve puxar minha camisa por trás.

“Pede pênalti!”, gritou um colega de jogo. Nesse instante, olhei pra trás e vi nos olhos do adversário a aflição sentida por Collor ao ser expulso da presidência do Brasil. “Eu não posso levar gol desse cara!”, chorava ele.

Nessa hora de consagração, resolvi nem sofrer pênalti e nem chutar a bola, resolvi humilhar, afinal de contas, essas oportunidades não são corriqueiras.

“Como?”, pergunta você. Entrando com bola e tudo. Gol!

A partir daí aprendi fazer gols, exceto claro, quando o goleiro teima em ser bom. Estou até pensando em contratar um jornalista pra fazer a contagem dos meus gols, e assim, ir à busca do milésimo.

Escrito por João Áquila às 01h42
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