Chapeuzinho Vermelho – minha versão dramática


Os seus longos cabelos desobedeceram à lei da gravidade. Em menos de um segundo, o que era pra estar embaixo, subiu. Fazendo inveja a qualquer marmanjo de plantão.

O queixo, esse sim, passou a obedecer obcecadamente à lei da gravidade.

As mãos tremiam mais que motor Toyota 88 em ponto morto.

A pele mudava de cor tal qual luz de boate. Em tons pálidos. É claro!

Foi vendo essa terrível transformação de Chapeuzinho Vermelho, que o lobo desistiu da sobremesa, passou mal e vomitou a vovozinha ainda viva.

E antes que chapeuzinho Vermelho tivesse outra aloprada reação saiu correndo a todo vapor.

Moral da história: se espantar com o horror pode espantá-lo. ACORDA BRASIL!



(Esse texto foi escrito na oficina literária de Ester Mambrine no 12º ENSECOM 2007. A idéia era produzir um texto narrativo partindo de outra história, que no caso foi Chapeuzinho Vermelho. Entre várias possibilidades como: B.O policial, texto jornalístico, entre outros, coube-me narrar no formato dramático. O nome da técnica é: tons narrativos.)

 

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Escrito por João Áquila às 00h36
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Tratado prático do Fabrico de Galipões utilizando Gradaós escolhidos

 

Com um caderno na mão, Mané da Silva anota palavras que lê e ouve. Na mente, uma firme decisão: ser dicionarista a qualquer preço. Um detalhe, não conseguia.

Certo dia, num por do sol no lago de Galipões a sua mente se abriu. “Eureca!” berrou erguendo as mãos para cima.

Estava a observar um pescador, que custava pegar peixes. Era anzol pra lá e pra cá e nada! Enquanto o pescador era infeliz em sua missão uma garça na primeira tentativa conseguia.

“Como conseguem?”, indagou em seus pensamentos

Duas horas depois constatou: o pescador atirava seu anzol pra qualquer lado. A imponente garça escolhia suas presas, certo peixe conhecido de Gradaós.

Mané da Silva continuou com seu caderno catalogando palavras, mas, agora, só palavras que desconhecia.

Cinco anos depois revolucionou o mercado editorial brasileiro com o dicionário: O Mané e os Gradaós da Garça.




(Esse texto foi escrito na oficina literária de Ester Mambrine no 12º ENSECOM 2007. A idéia era produzir um texto narrativo partindo desse título, que pra variar ninguém sabia o significado. O nome da técnica é: jogo de palavras raras. Detalhe não podia procurar no dicionário.)

 

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Escrito por João Áquila às 00h32
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O futebol Brasileiro é mesmo superior

 
 


Pela primeira vez assistir um péssimo jogo do Brasil e gostei! É isso mesmo que você leu! Gostei do que vi. Do que vi não, do que pude perceber.

Depois do jogo, ouvir pelo rádio as reclamações dos comentaristas, cronistas, jornalistas, esportistas, entre outros istas. Todos insatisfeitos com atuação meia boca da Seleção Canarinho.

Na base do toquinho pra lá, toquinho pra cá, sem sair do meio campo, a seleção que mais parecia bêbedo andando na via Dutra não saiu do lugar.

Mas do que você gostou? Pergunta você. De duas coisas, respondo eu.

Primeiro, um futebol parecido com o meu, horrível! Segundo, a autoridade da Seleção frente o adversário. Sim, autoridade.

A Colômbia, mandando ver nos chutes a gols, fazendo do Júlio Cezar principal elemento da partida. O Brasil, satisfeito com o resultado de zero a zero, só fez o basicão pra mantê-lo.

E isso eu gostei. O poder da Seleção do Dunga de jogar nada e conquistar o resultado desejado.

Agora, os caras podiam ter mais respeito com o povo brasileiro. Ouvir olé da torcida colombiana logo no primeiro minuto e não fazer nada pra calá-los. É humilhante! É pior que ouvir: “Renan Calheiro é o senador do povo!”. Vocês leitores não acham?
 
(E aí! Gostaram da minha primeira caricatura?)

Leiam, também, esse texto no Recanto das Letras
 
 
 

Escrito por João Áquila às 09h41
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